O Shadow AI designa a utilização de ferramentas de inteligência artificial por parte de colaboradores sem a aprovação nem o conhecimento do departamento de TI ou dos responsáveis de segurança. É uma variante do fenómeno mais amplo do Shadow IT, mas centrada em aplicações de IA generativa, assistentes conversacionais ou serviços na nuvem que os trabalhadores adotam por iniciativa própria para agilizar as suas tarefas.
A sua relevância reside nos riscos que introduz, frequentemente de forma invisível para a organização:
- Fuga de dados: informação confidencial introduzida em ferramentas externas que podem reutilizá-la para treinar modelos.
- Incumprimento normativo: violação do RGPD ou de outras regulamentações de proteção de dados.
- Falta de rastreabilidade: decisões ou conteúdos generados sem controlo de qualidade nem registo.
Um exemplo habitual é o colaborador que cola fragmentos de um contrato ou de código fonte num chatbot público para o resumir ou depurar. A resposta das empresas não costuma ser a proibição total, mas sim o estabelecimento de políticas de utilização claras e a disponibilização de alternativas corporativas seguras que cubram essas necessidades reais.