A AGI designa um hipotético sistema de inteligência artificial capaz de compreender, aprender e aplicar conhecimentos em qualquer tarefa intelectual que um ser humano possa realizar, com a mesma flexibilidade e capacidade de adaptação. Diferencia-se da IA atual, chamada IA estreita (narrow AI), porque esta última se destaca em domínios concretos — jogar xadrez, traduzir textos, gerar imagens — mas não transfere esse conhecimento para problemas distintos.
A sua relevância é tanto técnica como cultural. Uma AGI alteraria profundamente a economia, a ciência e o trabalho, pelo que concentra debates sobre segurança, controlo e alinhamento com valores humanos. Convém distinguir vários conceitos relacionados:
- IA estreita: especializada em tarefas específicas (o que existe hoje).
- AGI: competência geral equiparável à humana.
- Superinteligência (ASI): capacidade que superaria amplamente a humana.
Atualmente, a AGI não existe e persiste o desacordo sobre se é alcançável, quando e através de que métodos. Muitos avanços recentes, como os modelos de linguagem, são por vezes apresentados como passos em direção a ela, embora continuem a ser sistemas especializados sem compreensão nem intencionalidade reais.