Os agentes de IA são sistemas capazes de planear e executar tarefas de vários passos para alcançar um objetivo, sem necessidade de supervisão humana em cada ação. Ao contrário de um modelo de linguagem que apenas responde a uma consulta, um agente decide o que fazer, em que ordem e que ferramentas utilizar para o conseguir.
O seu funcionamento costuma apoiar-se em três capacidades-chave:
- Raciocínio: decompõem um objetivo complexo em subtarefas geríveis.
- Uso de ferramentas: invocam APIs, motores de busca, bases de dados ou executam código.
- Memória: conservam o contexto entre passos para manter a coerência.
São importantes porque alargam o alcance da IA desde a simples geração de texto até à ação autónoma, lo que permite automatizar fluxos de trabalho inteiros. Um exemplo prático seria um agente que recebe a tarefa de organizar uma viagem: procura voos, compara preços, reserva alojamento e elabora um itinerário, encadeando decisões por conta própria. A nuance relevante é que esta autonomia também introduz riscos de erros acumulados, pelo que convém definir limites e pontos de controlo.